Mulheres ganhando espaço? – a mídia começa a se desconstruir

Ooooooooi pessoal! Umas das coisas principais que fiz nesse mês de janeiro foi análises de programas de TV e propagandas (principalmente programas da Globo e propagandas de cerveja). Eu estou notando alguma diferença… Olha, parece que mulheres estão começando a virar gente dentro do entretenimento de mídia. Mas antes de começarem a ver os vídeos e meus comentários, tentem se lembrar: puxem na memória de vocês e visualizem o que é e como é, segundo a mídia:

  1. Uma mulher bonita
  2. Público de cerveja
  3. Objeto principal de uma propaganda de cerveja
  4. O principal do carnaval
  5. Vestimentas de mulheres no carnaval
  6. Um programa em TV aberta falando sobre sexualidade
  7. Cientistas famosos
  8. Protagonistas de filmes de aventura/ação/ficção científica/fantasia

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Adeus ano velho, feliz ano novo

   Hoje é o último dia de ano e eu não poderia deixar de passar por aqui e dar um alô. 2016 foi um ano incrível – no sentido de realmente não dar para acreditar. Muita coisas boas aconteceram esse ano, mas muitas coisas ruins também. Deixando de lado as coisas ruins, algo que gostei muito de fazer em 2016 foi “cuidar” desse blog; posso dizer que descobri uma nova terapia.

    Faz 25 dias hoje que eu fiz minha última postagem. Eu tinha desanimado um pouco do blog. Antes de ontem eu recebi uma notificação de que havia tido um “pico” de visitas e visualizações aqui no Chá de Rosas Azuis. Um “pico” que para blogueiras grandes e experientes pode não ser nada: 80, 90, 100 visualizações em um dia. Olhei para as estatísticas e meu coração ficou mais quentinho: haviam pessoas procurando pelo conteúdo que eu produzo. Mais do que números, de vez em quando sou surpreendida por algum colega/amigo/conhecido que comenta “vi tal coisa no seu blog e achei bem legal” – juro que é de encher os meus olhos de lágrimas.

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Cachorros e bicicletas

É incrível como o tempo passa e nós ficamos sempre com uma parte de nós presos a ele. Lembro-me de ser criança e fascinada por cachorros andando de bicicleta num circo; o primeiro circo que frequentei na vida, uma de minhas primeiras memórias; tinha dois anos.
Naquele momento parecia que tudo que importava era pensar na tamanha complexidade daquele ato logo a minha frente, pensar assim, só por pensar, somente com imagem e inocência, sem formular pensamentos em frases devidamente feitas.
Eu estava deslumbrada com o que via, tenho certeza que meus olhos brilhavam. Hoje lembro da criança dos cabelinhos louros enrolados e me pergunto o que ela acharia de mim hoje (clichê, não é mesmo?). Se eu pudesse ouvir uma represália daquela criança, com certeza seria à respeito de minhas quase nulas frequências ao circo. Ela me perguntaria o que faço de minha vida e sei que se eu não lhe contasse algo que fizesse seus olhos brilharem, receberia um grande olhar de desaprovação.
O apego e a memória àquela criança me acompanha dia vai, dia vem, sempre que penso em começar algo novo, nem que seja um novo dia. Hoje, de uma forma mais profunda e cheia de significado, decidi que, a partir de hoje, eu terei pelo menos um cachorro andando de bicicleta durante o meu dia; não interessa que dia seja: olhar para algo que me faz sentir aquela criança de novo fará o meu dia valer a pena.