Be the love generation – Desabafo

     Inspirada pela música “Love Generation” (feeeeel the love generationnnn – ouça ela nesse post aqui) estava pensando sobre todos os conflitos com os quais crescemos e somos obrigados a conviver. E isso me remete muito para valores de religião, no caso a minha religião (ou a falta dela). Muitas pessoas me consideram deísta, eu me considero não sei. Não vem ao caso.

     Vejo que muitos do valores originais da religião foram perdidos no meio do caminho. Um dia veio um cara bem supimpa, apareceu numa sociedade se degenerando pelo seu próprio egoísmo e egocentrismo e disse “seria legal se amássemos uns aos outros, vamos tratar o amiguinho como você gostaria de ser tratado e tal”. E aí pregaram ele numa cruz.

     Mesmo não seguindo uma religião ou filosofia específica (com todas as verdades nela explicitadas), eu gosto desse carinha aí. Gosto da ideia de um líder que pregou o amor, o companheirismo, a verdade, a igualdade social, a empatia antes do julgamento; tentando deixar assim um modelo para que seguíssemos e fôssemos boas pessoas, para que pudéssemos aproveitar o melhor dessa vida e conviver em paz. Não necessariamente Jesus, mas outros líderes vindos de outras religiões (como Buda, por exemplo) tentaram dizer para as pessoas serem mais sensatas. Porque no final, todos nós somos pobres coitados tentando conviver e aprender com nossa desgraça; todo nós erramos e necessitamos ser perdoados em algum momento da vida.

     E me deixa profundamente triste em ver que já se passaram mais de 20 séculos desde que nasceu essa pessoa que formaria uma das religiões mais influente do planeta, e mesmo assim parece que as pessoas ainda não entenderam. Me dói o coração ver a manipulação de ensinamentos e o uso da religião distorcidos e usados para sustentar uma opinião cheia de ódio e asco por um semelhante. Existindo ou não outras motivações por trás do surgimento de uma religião (poder, controle), o cerne da questão ainda é esse “manual” que usamos para não desgraçarmos a nós mesmos. E por que ainda existem pessoas que usam-o justamente com o propósito de julgamento e desgraça alheia?

     Nós vivemos em uma era tecnológica, onde a informação chega rápido. Nós nos comunicamos em questão de segundos: ideias são expostas, opiniões discutidas; tudo é passível de refutação. Sendo assim, nós éramos para ser pessoas extremamente civilizadas, empáticas, com um olhar paternal sobre os necessitados fisicamente, socialmente e intelectualmente. Ter compaixão significa ter paciência com o outro, respeitar opiniões diferentes sobre determinados assuntos, ter amor para ensinar, para entender e deixar os mais teimosos – que acham que ferir o direito do outro, ofender e depreciar é questão de “opinião” – apenas como “café com leite”: aqueles que não entenderam nada ainda. Mas, com fé que um dia eles cresçam, entendemos que não são merecedores de nosso desgosto ou repúdio.

     Eu espero que um dia as coisas melhorem; as pessoas melhorem. Utopia ou não, as maiores mudanças e revoluções foram iniciadas por uma mente sonhadora. Trago aqui meu desabafo e minhas angústias com a esperança de inspirar alguma outra mente sonhadora a também trazer à tona seus anseios; sua vontade por pessoas melhores que construam um mundo melhor.

Beijos azuis e com cheirinho da chá

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